terça-feira, 16 de novembro de 2010

Vidro sem luz



Para além deste vidro fosco e vazio
Frágil ao toque e estilhaçado,
Transparece o brilho cheio de sentido,
Um coração frágil e despedaçado…

Trago nesta metáfora sentida,
O reflexo obscuro de quem sofre,
Uma lágrima cruel que morre
A imagem nítida que desaparece,
Um sentimento puro que não se esquece…

Eufemismo pautado,
Que ameniza esta dor…
Hipérbole definida nos sentimentos,
Partilhada em todos os momentos,
De alguém que sofre por amor…

Raquel Martins
(2009)

1 comentário:

  1. Excelente poema.
    Gostei muito de vários poemas que li. Parabéns pelo talento que revelas.
    Beijos.

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